Estou em pé,
á janela da frente de casa,
há pouca luz,
nessa hora da madrugada,
O tempo anuncia uma tempestade,
Ao longe o céu ilumina-se
com a luz brilhante de alguns raios,
nessa hora, reflete meu rosto na
vidraça da janela,
e vejo uma lágrima que teima em rolar
cai e espalha-se em minha boca,
esta salgada,
como salgada esta esta madrugada,
é uma espera longa e imprecisa,
não tem hora marcada,
não sabes que estou a espera.
Teus passos te levam cada vez
mais distante,
Já não sentes falta da coberta aquecida
com o calor do meu corpo, a tua espera,
nem dos beijos ardentes que te dou feliz
sorrindo, agradecida por vires,
dos afagos, dos sussurros e suspiros
quando te enroscas em mim
e me fazes dar gritinhos felizes,
já não lembras como e bom
adormecer em meus braços
quando depois do amor
te abandonas e sonhas,
esses sonhos que te levam pra distante de mim.
E vejo novamente meu reflexo
na vidraça da janela,
na tua espera...
(Fadinha de Luz)
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