quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Espera

O vento passa assoviando

pela fresta da janela.

Sentada na poltrona,

diviso a cama vazia.

Os lençóis alvos e

bem esticados mostram

ninguém ali achegou-se.

De olhos fechados,

imagino, teu corpo

deitado e relaxado numa

entrega total.

Lentamente me aproximo do leito,

passo as mãos no lençol,

esta frio, nenhum sinal de vida.

Caio em mim e percebo

não estas ali.

Pego teu travesseiro e o

abraço fortemente ao meu seio

Sinto teu cheiro,

que me atiça o olfato,

Como magica meu corpo reage,

nas partes intimas,

meu corpo umedece,

Um enorme desejo percorre

minhas entranhas,

aperto o travesseiro no rosto, e

desatinadamente, solto um grito

abafando o ruído,

chamo teu nome,

meu corpo estremece,

Como uma força sobrenatural,

ali esta, ali apareces,

Envolves-me em teus braços,

percorre-me o corpo com tua boca

suavemente,

outras vezes, desesperadamente

Me tocas pontos secretos,

me faz ficar cada vez mais ardente

e como uma flor ao ser tocada

pelo sol, vai se abrindo languidamente

assim me abro qual a flor,

suavemente pra te receber,

freneticamente, com todo ardor

que só tu consegues retirar

deste meu corpo, de ti,

sempre muito carente.



(Fadinha de Luz)

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