O vento passa assoviando
pela fresta da janela.
Sentada na poltrona,
diviso a cama vazia.
Os lençóis alvos e
bem esticados mostram
ninguém ali achegou-se.
De olhos fechados,
imagino, teu corpo
deitado e relaxado numa
entrega total.
Lentamente me aproximo do leito,
passo as mãos no lençol,
esta frio, nenhum sinal de vida.
Caio em mim e percebo
não estas ali.
Pego teu travesseiro e o
abraço fortemente ao meu seio
Sinto teu cheiro,
que me atiça o olfato,
Como magica meu corpo reage,
nas partes intimas,
meu corpo umedece,
Um enorme desejo percorre
minhas entranhas,
aperto o travesseiro no rosto, e
desatinadamente, solto um grito
abafando o ruído,
chamo teu nome,
meu corpo estremece,
Como uma força sobrenatural,
ali esta, ali apareces,
Envolves-me em teus braços,
percorre-me o corpo com tua boca
suavemente,
outras vezes, desesperadamente
Me tocas pontos secretos,
me faz ficar cada vez mais ardente
e como uma flor ao ser tocada
pelo sol, vai se abrindo languidamente
assim me abro qual a flor,
suavemente pra te receber,
freneticamente, com todo ardor
que só tu consegues retirar
deste meu corpo, de ti,
sempre muito carente.
(Fadinha de Luz)
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