quinta-feira, 11 de abril de 2013

Desabrochar de uma flor

Qual uma flor desabrochando
foram as palavras que ouvi.
Num momento único e íntimo
do meu quarto de dormir.

Intimidade vivida e sentida.
Momentos de amor e felicidade.
Vivemos um dia,
hoje é, só saudade.

O tempo não espera...
simplesmente passa...
No relógio do tempo,
não adianta e nem atrasa.

Ao espreguiçar, envolta nos lençóis,
após uma noite de aconchego...
entre sussurros e beijos.
Nos braços do teu chamego.

Uma flor me senti,
quando pra ti, me despi...
pétala por pétala...deixei cair.
E só pra ti, nessa noite existi.

Abraços e beijos, hoje são ontem.
Da flor apenas, uma pétala ficou...
esquecida, entre as páginas de um livro,
amarelada e seca se perpetuou.

Amor, que o tempo, não apagou.
Apenas, o passado... marcou.
O futuro, inexistente...ausente!
Amor que não desabrochou!

Jazem, as pétalas no chão frio.
Exprimido no coração.
Meu corpo Nu...
que teu olho jamais, reviu!

Fadinha de Luz

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