Infância.
Alguns tem, outros não.
Uns brincam, outros trabalham,
Alguns estudam, outros buscam o pão.
Infância.
Tive sorte, ou foi benção,
na minha infância querida.
Pude estudar, pude brincar,
sem com o pão me preocupar.
Infância.
fui menina, fui princesa,
bailarina, ate professora.
Um fada, sem varinha,
em contos de fada outrora.
Infância.
Fui feliz, pequena atriz,
na escolinha das freiras.
Aprendi primeiras letras.
Na cartilha de bichinhos.
A fazer Papai do Céu.
de joelhinhos no chão.
Infância.
De brincar de pega-pega,
amarelinha desenhada no chão.
Nadar no rio caudaloso,
Água negra qual carvão.
Fui feliz quando criança,
junto com meu irmão.
Infância.
Privilégio de alguns,
subir em árvores, pular muros,
soltar pipa, pular corda.
Porém, eu ja sabia,
que não era pra todos, não.
Infância.
Alguns em fábrica quebravam,
castanhas, machucando a mão.
O lápis era o martelo,
o caderno era a mão.
Infância.
Sei que hoje alguns
ainda não possuem, infância não.
Por isso, que, hoje escrevo.
É necessário
falar, protestar, e trabalhar.
Pro trabalho infantil acabar.
Infância.
Um direito de todos, de muitos
pelo nosso Brasil.
Vivam, estudem e brinquem.
Crianças, o futuro do Brasil!
Fadinha de Luz
Fadinha de Luz
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