— "Não explicarei o amor. Não acredito que haja ninguém capaz de fazê-lo. O amor cresce, dia após dia, pela relação com outra pessoa que compreende suas necessidades, e cujas necessidades compreende. Inicia-se como um balbucio vacilante que te chega ao coração e te faz vulnerável a tudo quanto é bonito. Enxerga beleza ali onde anteriormente tinha visto fealdade. Sente-se resplandecente em seu interior e é muito feliz sem conhecer a razão. Aprecia o que no passado ignorava. Quando seus olhos se encontram com os de quem amas, vê refletidos neles seus sentimentos, esperanças e desejos, e se sente ditoso só por estar com aquela pessoa. Embora não haja contato físico, notas o calor de estar junto a quem ocupa seus pensamentos. Então, um dia surge o contato, embora nem sequer se trate de um contato íntimo: uma mão roça a sua e se sente feliz. Começa a crescer a excitação, de modo que desejas estar com aquela pessoa, não para fazer amor, mas sim só deseja permanecer a seu lado, sentir como aumentam os sentimentos de um para o outro. Em outras palavras compartilha sua vida antes de compartilhar o corpo. É nesse instante quando te expõe seriamente gozar do sexo com aquela pessoa. Começa a sonhar com isso e, entretanto, prorroga-o, esperando, esperando o momento adequado. Quer que esse amor perdure, que nunca termine. Por isso te aproxima lenta, muito lentamente para a experiência definitiva de sua vida, até que pressente que aquela pessoa não te desiludirá, consciente de que te será fiel, que poderá confiar nela..., inclusive quando estiver longe de ti. Há confiança, satisfação, paz e felicidade quando se experimenta o amor autêntico. Estar apaixonado é como acender uma luz em uma quarto às escuras; de repente todo se faz brilhante e visível. Jamais está sozinho porque se sente amado, e você também ama."
Extraído do livro de Virgínia C. Andrews - a Saga dos Foxworth 4 - Sementes do Passado
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